Se a sua mente vive no modo 220v, este convite para desacelerar é para você.
Para a maioria de nós, o café é o botão de emergência da rotina. É aquela xícara que a gente toma correndo, quase sem sentir o gosto, só para despertar, ganhar energia e aguentar o tranco de um dia a dia que não para.
Mas, e se eu te disser que, recentemente, o café serviu para o oposto exato na minha vida? Ele foi o meu maior convite para desacelerar, respirar e me acalmar.
Se a sua mente vive no modo 220v — equilibrando metas, prazos, família e compromissos —, saiba que você não está sozinha. Às vezes, a gente corre tanto que até o nosso refúgio vira pilha. Por isso, decidi usar essa pausa de um jeito diferente: me inscrevi na oficina Café com Aquarela da Ju, que aconteceu no Padma Namastê, um espaço de yoga absolutamente maravilhoso.
O dia em que eu fui de calça jeans para o tatame
Vulnerabilidade sincera: quando cheguei e vi os tatames estendidos no jardim, meu primeiro pensamento foi: “Pronto, ferrou! Vai ter yoga e eu vim de calça jeans!”.
Felizmente, não era nada disso. A Ju preparou uma dinâmica linda de entrosamento para o grupo. E o café? Ele estava presente em cada detalhe, incluindo um brunch delicioso com blends misturados com especiarias, preparado pela chef Taty. Sério, aquele lugar tinha cheirinho de abraço.
Por que todas nós precisamos urgentemente de “TPM”?
Enquanto estávamos ali reunidas no tatame, conversando sobre a vida, começamos a falar sobre como nós, mulheres, temos a tendência de nos desdobrar em mil para cuidar de todo mundo, enquanto a nossa própria energia vai ficando para trás.
Foi nesse momento que soltei uma frase que ecoou no grupo: “A gente precisa urgentemente de TPM!”
Calma, não é a tensão pré-menstrual que você imaginou. Estou falando de Tempo Para Mim. Foi lindo ver como aquela virada de chave tocou as outras mulheres ali presentes, que prometeram levar esse conceito para o seu dia a dia dali em diante.
“O Tempo Para Mim (TPM) não é egoísmo; é sobrevivência em um mundo que não para de acelerar.”
A aquarela como metáfora da vida
Depois do brunch, fomos para a sala praticar. O detalhe mais incrível da oficina: a tinta era feita com pó de café real!
Eu nunca tinha tocado em uma aquarela na vida. Na teoria, parece uma pintura simples e fluida, mas na prática o desafio de controlar a água e o pigmento é real. E foi aí que a atividade manual se transformou em um insight poderoso: a aquarela é a metáfora perfeita de como a gente lida com os imprevistos da vida.
Na tela da aquarela, a água corre e o borrão acontece, bem diante dos nossos olhos, sem que a gente consiga controlar tudo. Mas, em vez de estragar a pintura, a gente sempre pode transformar aquele “erro” em algo lindo, fluido e cheio de novos significados.
Foques na raiz: usei o próprio café e fiz o meu quadrinho de xícara. Ganhamos uma moldura linda para levar para casa, e hoje aquela pintura fica na minha parede como um lembrete físico desse dia.
Voltar para casa na calmaria
Meu primeiro semestre foi um verdadeiro turbilhão, e poder fechar esse ciclo com esse respiro foi bom demais. Voltei para casa em uma calmaria só, sentindo uma gratidão profunda pela experiência e, principalmente, por ter me permitido viver aquilo.
Às vezes, um evento tão singelo e gostoso como esse, de poucas horas e junto de pessoas incríveis, é o refúgio exato que a nossa mente precisa para resetar.
Agora, eu quero estender esse convite para você: Quando foi a última vez que você tirou um tempo para você de verdade e se deu um “passo” de presente?
Se você também está precisando desacelerar o ritmo e reencontrar o seu equilíbrio, clica aqui para conhecer o canal Vida em Passos no YouTube. Vamos caminhar juntas nessa jornada mais leve?
Com amor,
Dri Sogabe
